No meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi poeta mineiro de Itabira, considerado por muitos o maior poeta brasileiro do século XX. Estreou com Alguma Poesia (1930) e ao longo de quase seis décadas construiu obra vasta e multifacetada, que vai do gauche lírico ao social engajado. Poemas como No Meio do Caminho, A Máquina do Mundo e E Agora, José? são marcos da literatura universal. Cronista influente no Jornal do Brasil, recusava prêmios literários por princípio.
No meio do caminho tinha uma pedra.
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Frases de Carlos Drummond de Andrade
As palavras não nascem amarradas, elas saltam, se beijam, se dissolvem.
Penetra surdamente no reino das palavras.
O que não sei fazer ensinarei.
Lutar com palavras é a luta mais vã. Entanto, lutamos mal rompe a manhã.
O amor é privilégio de maduros estendido a todas as idades.
Ser gauche na vida é uma forma de resistência.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.
A poesia está guardada nas palavras, é tudo que eu sei.
O homem; as viagens.
Escrever é uma forma de rezar.
A memória é um país estranho.
Cada um que passe por mim e vá embora, leva um pouco de mim com ele.
A vida é um eterno desencontro.
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou.
Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra.
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração.
A máquina do mundo se entreabriu para quem de a temer se adiantava.
Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração.
Amar se aprende amando.
A poesia é incomunicável. Fique quieto no seu canto.
O que lembrar do que esqueci?
A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez.
Amor é dado de graça, é semeado no vento, nas cachoeiras, nos eclipses.
O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito.
Convive com os teus poemas antes de escrevê-los.



