A mulher negra brasileira é quem realmente sabe o que é discriminação.
Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez (1935–1994) foi antropóloga, professora e ativista carioca, uma das mais importantes intelectuais negras do Brasil. Filha de família operária e numerosa, foi a primeira de seus irmãos a cursar a universidade. Professora da PUC-Rio, co-fundou o Movimento Negro Unificado em 1978 e o Olodum. Desenvolveu conceitos como "amefricanidade" e "preconceito de marca" para analisar o racismo brasileiro. Suas contribuições uniram feminismo, marxismo e análise racial, tornando-a precursora da interseccionalidade no Brasil.
A mulher negra brasileira é quem realmente sabe o que é discriminação.
Frases de Lélia Gonzalez
O racismo se constitui como a ciência da superioridade eurocêntrica.
A categoria político-cultural de amefricanidade nos une.
A mulata e a doméstica são faces da objetificação da mulher negra.
O preconceito de marca caracteriza o racismo brasileiro.
A neurose cultural brasileira nega a contribuição africana.
A Améfrica Ladina é nossa identidade comum.
O movimento negro precisa de perspectiva de gênero.
A psicanálise deve considerar as especificidades raciais.
A cultura negra resiste através da religiosidade e festividades.
A educação eurocentrada nega nossa africanidade.
O carnaval expressa resistência cultural afrobrasileira.
A mulher negra sustenta a família e a sociedade brasileira.
O racismo é estruturante das relações sociais no Brasil.
A luta antirracista deve ser também antisexista.
A descolonização mental é fundamental para a libertação.
Nós, mulheres negras, somos as responsáveis pela manutenção da família e da cultura.
O mito da democracia racial é o mais eficaz instrumento ideológico do racismo.
A mulher negra é a grande ausente dos estudos feministas.
Por que só se fala em negro quando é para falar mal?