A linguagem é a casa do ser, mas uma casa com muitas moradas.
Paul Ricoeur
Paul Ricoeur (1913–2005) foi filósofo francês, professor em Estrasburgo, Paris e Chicago, um dos maiores hermeneutas do século XX. Sua filosofia integra fenomenologia, hermenêutica, filosofia analítica e teoria narrativa. Obras como Tempo e Narrativa (1983–1985) e O Si Mesmo como um Outro (1990) são contribuições monumentais. Sobrevivente de campo de prisioneiros na Segunda Guerra, sua obra é marcada pela busca de reconciliação entre tradições filosóficas e pela atenção ao sofrimento humano.
A linguagem é a casa do ser, mas uma casa com muitas moradas.
Frases de Paul Ricoeur
Explicamos a natureza, compreendemos a vida psíquica.
A hermenêutica é a arte de compreender os signos.
O símbolo dá que pensar.
A narrativa é a estrutura fundamental da experiência temporal.
A identidade narrativa constitui o si mesmo.
O perdão é o horizonte comum da memória, da história e do esquecimento.
A imaginação é mais fundamental que a percepção.
A metáfora não é ornamento, mas instrumento de conhecimento.
A consciência é sempre consciência de alguma coisa e consciência de si.
A ética da discussão deve ser complementada pela ética da convicção.
A sabedoria prática (phronesis) é superior à técnica.
O mal é um escândalo para a razão e para a fé.
A justiça é o valor que orienta a vida em comum.
A esperança é mais fundamental que a angústia.
A filosofia deve manter viva a tensão entre explicação e compreensão.
O homem é o ser que se interpreta a si mesmo.
A identidade pessoal é uma identidade narrativa.
Compreender é compreender-se diante do texto.
A memória é o guardião do tempo.