Não se nasce mulher: torna-se mulher.
Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir (1908–1986) foi filósofa, escritora e teórica do feminismo francês. Companheira de Jean-Paul Sartre, foi figura central do existencialismo e deu ao feminismo sua base filosófica moderna com O Segundo Sexo (1949). Sua afirmação "não se nasce mulher, torna-se mulher" inaugurou a distinção entre sexo biológico e gênero social, tornando-se pedra angular dos estudos feministas. Ganhou o Prix Goncourt com Os Mandarins (1954).
Não se nasce mulher: torna-se mulher.
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Frases de Simone de Beauvoir
O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.
Basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados.
A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si, mas relativamente a ele.
O dia em que for possível à mulher amar com sua força, e não com sua fraqueza, não para fugir de si mesma, mas para se encontrar, não para se demitir, mas para se afirmar, então o amor tornar-se-á fonte de vida.
Ninguém nasce com destino traçado.
A verdadeira educação não pode ser neutra: ou está a favor da dominação ou a favor da liberdade.
Entre duas pessoas que se amam, não pode haver dominação nem servidão.
A mulher não é vítima de misteriosa fatalidade: não se deve confundir as consequências de sua situação com as causas.
O que é extremamente curioso é que a mulher, em muitos aspectos, seja cúmplice do homem para a elaboração do mito que a diminui.
A liberdade não é algo que se recebe de presente. É algo que se conquista.
A literatura é, em essência, ambígua: assume ao mesmo tempo um aspecto estético e um aspecto moral.
Envelhecer é um fenômeno inevitável, mas não há nada de natural na maneira como a sociedade trata os velhos.
A palavra não tem o mesmo sentido quando é pronunciada por uma mulher do que quando é pronunciada por um homem.
A situação da mulher é paradoxal: como todo ser humano, ela é uma liberdade autônoma, mas vive num mundo onde os homens a compelem a assumir-se como o Outro.
O homem é definido como ser humano e a mulher é definida como fêmea.
Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.
Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.
Não se nasce gênio, torna-se gênio.
É pelo trabalho que a mulher conquista sua dignidade de ser humano.
É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem.
Nenhuma existência pode ser validamente realizada se se limitar a si mesma.
A mulher livre está apenas nascendo.
Na verdade, não são as situações que nos fazem infelizes, mas nossas reações a elas.
Ninguém é mais arrogante, agressivo ou desdenhoso do que um homem inseguro de sua masculinidade.
Escrever é uma forma de não morrer.
Se a mulher parece ser a inessencial, é porque ela própria não faz a sua transformação em essencial.
O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.
O corpo não é uma coisa, é uma situação.
