Todas as Poesias
Budismo Moderno
Tome, Dr., esta tesoura, e... corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo o meu coração, depois da morte?!
Ah! Um poeta é assaz desventurado!
O mal, de que precisa sempre, para
Dar alento à alma errante e foragida,
E à imaginação doida e deslocada.
Pois, se não pode modificar a Sorte,
Nem alterar a Vida, o destino, a Morte,
Ai! nada pode:
Nada em absurda Sorte!
— Augusto dos Anjos